domingo, 28 de julho de 2013

Venda de imóveis residenciais aumenta em São Paulo

Na comparação com abril de 2013, quando as vendas chegaram a 3.488 unidades novas, a variação foi de -6,0%


Vista aérea de bairro em São Paulo

São Paulo – A venda de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo aumentou 20,2% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado. Houve 3.278 unidades comercializadas ante os 2.728 imóveis vendidos em maio de 2012.
Na comparação com abril de 2013, quando as vendas chegaram a 3.488 unidades novas, a variação foi de -6,0%. O volume negociado em maio foi de R$ 1,78 bilhão, 0,75 a menos do que em abril quando esse montante atingiu R$1,79 bilhão.
Os lançamentos (unidades não necessariamente vendidas) chegaram 2.372 unidades, 0,8% a mais do que em maio de 2012, quando formam laçadas 2.353 unidades. Na comparação com abril deste ano, quando os imóveis lançados chegaram a 2.716 imóveis, houve redução de 12,7% . Do total lançado, o segmento de um dormitório representou 43,9%, com 1.041 unidades.
Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) as vendas totalizaram 6.825 unidades, sendo que a capital participou com 48% do total vendido, enquanto 52% (3.547 imóveis) se concentraram nas outras cidades.
No acumulado do ano as vendas totalizaram 13.628 unidades, alta de 34,5% ante as 10.135 unidades vendidas até maio de 2012. Os lançamentos atingiram 10.409 unidades 35,7% a mais do que o registrado no mesmo período em 2012. 
De acordo com o Secovi-SP, o comportamento do mercado residencial na cidade de São Paulo neste ano tem demonstrado consistência e tendência de crescimento, o que pode ser afetado pela dificuldade de viabilização de empreendimentos e de aprovação de projetos pode influenciar e alterar este cenário.

Fonte: Exame

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Chineses buscam mercados imobiliários internacionais

Compradores têm fugido do mercado imobiliário de Hong Kong em meio a medidas de resfriamento adotadas pelo governo.


Visitantes conversam com um representante de vendas em frente a um modelo de um modelo de hotel de luxo em Hong Kong, na China
Visitantes conversam com um representante de vendas em frente a um modelo de um modelo de hotel de luxo em Hong Kong, na China.

Hong Kong - Chineses abastados, que alguns em Hong Kong culpam pela alta dos preços de imóveis a níveis recordes, têm fugido do mercado imobiliário da cidade, em meio a medidas de resfriamento adotadas pelo governo que têm incentivado a busca por ativos no exterior.
Para muitos, a busca começa em salões de hoteis de luxo de Hong Kong, que abrigam feiras internacionais de imóveis quase todo fim de semana, oferecendo a investidores imagens de imóveis à venda no exterior.
"Apenas podemos ver as imagens do projeto agora, então teremos que ir para Londres para ver o empreendimento como um todo", afirmou Christina Chen, que viajou com seu marido de Xangai para Hong Kong para ver os planos de um imóvel na região Olympic Park, na capital londrina.
"O retorno do investimento é muito maior em Londres que na China e Hong Kong", afirmou ela no hotel Landmark Mandarin Oriental, um destino popular para exibidores de imóveis.
Chineses da China continental foram responsáveis por 18 por cento das vendas de novas residências de luxo de Hong Kong no primeiro trimestre, o menor nível em quatro anos. No terceiro trimestre do ano passado, o percentual havia sido de 43 por cento, antes do impacto das medidas do governo para resfriar o mercado, segundo a empresa imobiliária Centaline Property Agency.
Hong Kong, onde os preços de imóveis estão entre os mais caros do mundo, impôs uma série de medidas restritivas desde outubro, incluindo uma taxa de 15 por cento sobre estrangeiros que muitos observadores da indústria acreditam que foi direcionada a compradores da China continental.
A busca por imóveis no exterior tem levado os compradores chineses cada vez mais para Inglaterra e Estados Unidos, onde estão ao lado de canadenses como o grupo que mais tem crescido em participação, segundo dados da Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Preço dos imóveis sobe 6,1% em 2013 e supera a inflação

Aumento real dos preços no primeiro semestre do ano foi de 2,8%

Vista aérea de Curitiba
Vista aérea de Curitiba: Capital paranaense teve o maior aumento de preços no semestre, com alta de 14,3%

São Paulo - O Índice FipeZap Ampliado, que acompanha os preços dos imóveis à venda na internet em 16 cidades brasileiras, registrou alta de 6,1% no primeiro semestre de 2013, e de 1,1% em junho. As cidades que tiveram maior elevação de preços nos últimos seis meses foram Curitiba (14,3%), Rio de Janeiro (7,7%) e Vitória (7,5%).
Considerando a variação do IPCA no mesmo período, de 3,2% - segundo estimativas do mercado apresentadas pelo Boletim Focus -, o aumento real (acima da inflação) dos preços dos imóveis neste ano no país é de 2,8%.
Nos últimos 12 meses, o índice registrou aumento de 11,6% nos preços. Considerando a inflação acumulada no mesmo período, de 6,8%, o aumento real dos preços desde junho de 2012 foi de 4,5%. 
Veja abaixo o preço médio do metro quadrado apurado em junho das 16 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap:
Fonte: Exame

terça-feira, 2 de julho de 2013

Vaga de garagem é vendida por R$ 100 mil e vira investimento

Com a falta de vagas nas ruas e estacionamentos caros, box de garagem é vendido por valores altos e investimento gera lucro de até 65%.


Edifício-garagem na Escócia
Venda de vagas é mais comum no centro do Rio de Janeiro, nos edifícios-garagem

São Paulo – Os elevados preços do mercado imobiliário já não se restringem mais aos imóveis. Vagas de garagem também têm sido vendidas a preços, no mínimo, impressionantes. No centro do Rio de Janeiro, onde a venda de vagas é mais comum, algumas chegam a ser comercializadas por mais de 100 mil reais.
Os preços são reflexos da escassez de locais para estacionar, principalmente em regiões comerciais. Com falta de vagas nas ruas e estacionamentos caríssimos, proprietários de veículos têm percebido que vale mais a pena desembolsar 30 ou 40 mil reais por uma vaga (preço comumente praticado no Rio de Janeiro) do que pagar a mensalidade do estacionamento. 
O advogado Tiago Gomes comprou uma vaga por 30 mil reais no centro do Rio de Janeiro e diz que fez um ótimo negócio. “Eu esperei um ano até que houvesse uma vaga disponível para compra e logo que apareceu eu comprei. Meu escritório não tem garagem, então eu ia até o trabalho de táxi ou pagava 50 reais de diária no estacionamento”, conta. 
Ele explica que no centro do Rio de Janeiro é muito comum a venda de vagas nos chamados edifício-garagem, prédios que chegam a ter até 15 andares e funcionam como estacionamentos. Alguns possuem elevadores de acesso aos andares superiores e outros rampas. Um dos exemplos é o Terminal Garagem Menezes Côrtes, que possui 16 andares e 3.500 vagas. O edifício não tem vagas à venda no momento, mas o aluguel de um box custa 746 reais por mês.
As vagas geralmente são vendidas nesses tipos de edifício ou em estabelecimentos comerciais. Em 2012, uma lei proibiu a venda e o aluguel de vagas de garagem em prédios residenciais para pessoas de fora do condomínio. A regra foi criada para garantir maior segurança aos moradores e agora a única maneira de se alugar ou vender vagas de garagem é com a aprovação de dois terços dos moradores em votação durante assembleia.
No classificado de imóveis online Zap Imóveis é possível fazer uma busca por vagas de garagem filtrando a pesquisa da seguinte forma: "Imóveis”>"Comercial">"Tipo">"Box/garagem". 
Investimento
Se de um lado existe a demanda, do outro existe quem ganhe dinheiro com isso. O senhor Luigi (que não quis informar o sobrenome), um italiano que vive há 12 anos no Rio de Janeiro, encara a compra e venda de vagas como investimento. O aposentado já comercializou cinco vagas de garagem no centro do Rio e sempre obteve lucro ao fim do negócio.
“Aqui no Brasil o pessoal ainda não entendeu muito esse negócio de vagas, mas na Itália era muito comum e eu já fazia esse tipo de investimento lá porque na Europa é muito difícil encontrar vaga de garagem. Em Roma, algumas são vendidas por 60 mil euros”, diz Luigi.
O aposentado conta que costuma comprar a vaga e alugá-la por um ano para depois vendê-la por um valor 30% a 60% maior. No momento, ele está anunciando por 35 mil reais a venda de uma vaga que ele comprou por 22 mil reais em 2012. E normalmente, segundo ele, as vagas são alugadas por cerca de 400 reais. 
Fonte: Exame